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Teresina, 25 de Setembro de 2017
 
Publicada Terça-feira, 05/09/2017
Lula diz que transformou o combate à fome em profissão de fé

Em sua volta a Altos, no Piauí, que visitou pela primeira vez há 35 anos, Lula lembra a cena que o levou a estabelecer uma meta para seu governo: que todo brasileiros pudesse ter três refeições por dia

Lula, em Altos: porque a fome é uma coisa que não pode esperar o governo seguinte, o ano seguinte

Para se compreender do que trata a Caravana Lula pelo Brasil é preciso sair da zona de conforto que domina o cotidiano. Todos os que tiverem dificuldade de se colocar no lugar de alguém que vive a dor de ver um filho não ter o que comer, o que calçar, onde morar, podem fazer esse exercício e imaginar qualquer uma das pessoas que ama nessa mesma situação.

Percorrendo o Nordeste brasileiro desde 17 de agosto, quando saiu de Salvador, a comitiva já passou por mais municípios do que os 28 previstos na agenda inicial, em grandes atos ou pequenas paradas para debater com o povo como está a vida daqueles que foram os principais beneficiados pelos programas sociais dos governos petistas.

Se muito foi feito, o ex-presidente descobre também que ainda há muito por fazer. Na carta escrita por Maria Letícia da Cruz Silva, de 10 anos – que um vereador de Altos se comprometeu a entregar a Lula, no ato realizado na manhã deste domingo (3) no município de 40 mil habitantes – está a esperança de realizar o sonho da casa própria. A mãe, Maria Divina, conta que não conseguiu fazer a inscrição no Minha Casa Minha Vida, porque não tinha certidão de casamento. A burocracia exigia dela um documento que ela e o marido Francisco das Chagas não tinham, já que se casaram somente na igreja.

Letícia conta que moram numa casa da Taipa, que uma parede já caiu e a outra quase destruiu a televisão. “No frio, tenho até medo de ficar lá.” O maior sonho da menina é o mesmo da mãe, para poder levar as amigas de escola para fazer os trabalhos na sua própria casa. Hoje sente vergonha de convidá-las.


Olhos ternos de Maria Divina se enchem d’água e Letícia abraça a mãe, acarinhando seus cabelos. “Trabalho como doméstica, não sou registrada. É pouco o que a gente ganha, mas tudo que recebo vai para ela, para pagar o reforço escolar, porque quero que tenha direito a uma vida muito melhor que a minha.”

Francisco Chagas chega e abraça “suas meninas”, orgulhoso. “São meu tesouro.”

A razão que faz com que Maria Divina não seja registrada pelos patrões pode estar na mesma raiz do ódio a Lula e que a professora Ana Cristina explica, com propriedade. Ela estava no Ginásio Poliesportivo para o ato Mais Habitação, Mais Cidadania, em Altos – onde o ex-presidente recebeu o título de cidadão –, com outras três irmãs e a mãe Maria das Neves, de 79 anos. “Ela que quis vir.”

Ministrando aulas no município e no estado há 17 anos, Ana Cristina conta que quiseram ver Lula porque acreditam que ele foi único presidente que realmente trabalhou pelo povo. “E acreditamos também que tudo isso que está acontecendo com ele é mais uma armação da elite brasileira, em prol da derrota não do Lula, mas do povo. Porque o que a gente está vendo hoje é o povo padecendo”, aponta.

Governo que está no poder agora, de forma irregular, não está olhando para a população, mas para os empresários, enfim, para a elite brasileira. O Brasil sempre foi governado por elites. Quando chegou um governo de fato popular, que olhou pelo povo, pelos mais pobres, a elite se mobilizou para fazer com que esse governo saísse do poder e desse abertura novamente para a elite reinar. Então, eu e minha família somos contra injustiças. Estamos aqui para dizer que estamos com Lula e se quiser vir novamente em 2018, votaremos nele.”

As razões que moveram dona Maria das Neves a sair de casa sob um calor de 34 graus são lembranças de tempos muito duros. “Quem é que podia ter uma chinela dessa”, disse, mostrando os pés calejados. “Quem é que podia morar numa casinha de telha? Era tudo muito difícil”, lembra. “Lula facilitou e, sem ele, a gente não sabe o que vai fazer. Agora, só piora pro pobre.”

Fonte: RBA

 
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