

As mulheres ocupam 40,5% dos vÃnculos empregatÃcios em empresas com 100 ou mais funcionários no PiauÃ, segundo dados do 5º Relatório de Transparência Salarial divulgados pelo governo federal. Apesar do avanço na participação, a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste no estado.
Ao todo, são 45,8 mil mulheres empregadas nesse tipo de estabelecimento, de um total de 113,2 mil vÃnculos formais. Os homens representam a maioria, com 67,3 mil postos de trabalho.
Mesmo com maior presença no mercado, as mulheres seguem recebendo menos que os homens no PiauÃ.
De acordo com o levantamento, a remuneração média feminina é de R$ 2.680,35, enquanto a dos homens chega a R$ 2.911,49, uma a diferença de 7,9%.
O cenário é ainda mais desigual quando se observa o recorte racial. Mulheres negras recebem, em média, R$ 2.505,01, enquanto mulheres não negras têm rendimento médio de R$ 3.501,35.
Entre os homens, os salários também variam: homens negros ganham, em média, R$ 2.734,27, enquanto homens não negros recebem cerca de R$ 3.980,96.
O relatório aponta que o mercado de trabalho formal tem ampliado a participação feminina nos últimos anos, com destaque para mulheres negras.
No Brasil, o número de mulheres pretas e pardas empregadas em grandes empresas cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, mais de 1 milhão de novas vagas ocupadas.
No PiauÃ, esse grupo representa a maioria entre as mulheres empregadas em grandes empresas: 82,5% dos vÃnculos femininos são ocupados por mulheres negras.
Os dados também mostram que ainda há espaço para avanço nas polÃticas de inclusão dentro das empresas.
No PiauÃ, 21,5% dos estabelecimentos com mais de 100 empregados adotam alguma polÃtica de incentivo à contratação de mulheres.
Entre as ações identificadas estão:
O cenário do Piauà acompanha uma tendência nacional. No Brasil, as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado, mesmo com o aumento do emprego feminino.
Apesar disso, especialistas apontam que a ampliação da presença das mulheres no mercado formal é um passo importante para reduzir desigualdades ao longo do tempo, especialmente quando associada a polÃticas públicas e iniciativas dentro das empresas.
O relatório destaca que a desigualdade não se resume apenas à remuneração, mas também envolve acesso a oportunidades, crescimento na carreira e condições de trabalho.
A presença maior de mulheres no mercado, especialmente em grandes empresas, indica avanço, mas os dados mostram que ainda há desafios importantes para alcançar maior equilÃbrio entre homens e mulheres no ambiente profissional.